DurantBenfica 35e este  último mês de campeonato , mais do que tentarem remediar o prejuízo, o Sporting (onde se incluem presidente, treinador e os seus adeptos) tem tentado, de  todas as formas e mais algumas, tirar o mérito ao Benfica sobre a conquista (mais do que certa) do tricampeonato nacional. Não há dúvidas que eles vencerão o jogo contra o Nacional da Madeira. Só um cego, ou alguém com um olhar muito turvo, pode não dizer que o Benfica não é um justo campeonato. Mais. Só a arrogância excessiva de Jorge Jesus pode toldar-lhe a opinião e achar que treina a melhor equipa de Portugal e que é uma tremenda injustiça não ser ele o grande campeão.

Antes de avançar no texto, abro só um parêntesis para lhe agradecer publicamente o que ele fez pelo Benfica. A conquista do tricampeonato arrancou quando ele disse que Rui Vitória (conhecido no início da época como Rui Derrota) não tinha ‘mãozinhas’ para conduzir o Ferrari que ele tinha deixado na Luz. Ele já devia ter aprendido em anos anteriores que insultar o maior emblema do país nunca foi boa política. Só une ainda mais a família benfiquista.

Mas adiante… Vamos a factos. Se Jorge Jesus fosse tão bom como diz, já estaria a conquistar o título de campeão nacional, porque era sinal que tinha conseguido aguentar durante todo o campeonato os oito pontos de distância que conseguiu ter em determinada altura desta época. Não tinha sido derrotado pelo Tondela e U. Madeira, equipas que lutam para não descer. Se ele fosse tão mesmo muito bom, tinha conseguido vencer o Benfica em Alvalade, equipa que diz conhecer como a palma das suas mãos, e que tem o mesmo sistema de jogo do que ele deixou na última época.

Jorge Jesus não o conseguiu, mas Rui Vitória, que  supostamente não era capaz de conduzir o Ferrari da Luz, e que é um mau treinador, segundo o Sumo Pontífice do futebol português treinado, conseguiu tornar os oito pontos de desvantagem em dois de vantagem, sem nunca mais ter perdido essa vantagem, e ainda conseguiu fazer um ‘brilharete’ na Liga dos Campeões. Enfim, coisa pouca…

Ainda mais. Jorge Jesus com o ser ar de sabichão disse várias vezes que se não jogasse o jogador ‘X’, jogava o ‘Manel’. Mas não conseguiu, e duvido que conseguirá fazer um dia o que Rui Vitória fez no Benfica. Pegar numa equipa completamente desmontada, encontrar soluções, e ainda somar valor jovem à equipa. Exemplos disto. A espinha dorsal da equipa do Benfica do início do campeonato, não é a mesma que está a jogar agora no final do campeonato. Ganhámos Ederson, um guarda-redes de gabarito internacional, que até foi chamado à selecção brasileira. Perdemos o capitão Luisão na defesa, mas ganhamos Lindelof. Apareceu um miúdo de seu nome Renato Sanches, que veio da formação, fez voltar a vibrar o coração dos benfiquistas (quem não se recorda do golo que marcou à Académica de Coimbra), e já rende € 35 milhões (mais prémios de produtividade) pela sua já anunciada transferência para o Bayern Munich.

Não sou o defensor oficial de Rui Vitória, mas os factos falam por si, e é preciso dar o relevo que merecem, por muita poeira que agora Jorge Jesus queira levantar. Por muito que custe a Jorge Jesus, Rui Vitória já bateu o recorde de pontos obtidos numa única época.

Vamos agora a outro tipos de factos. Durante o último mês tenho lido várias vezes que o Benfica tem ganho jogos à ‘rasquinha’, mais uma vez para descredibilizar a conquista do campeonato por parte do Benfica. Relembro apenas que o Sporting (essa equipa de mestria futebolística superior), além de ter perdido contra o Tondela (em casa) e o União da Madeira,  já tinha tido dificuldade ganhar ao Tondela fora de portas na primeira volta – a vitória só apareceu aos 90’+8′ (!); e será que os sportinguistas se lembram que no jogo contra o Arouca, fora de portas, só conseguiram marcar golo aos 90′; e que no jogo em casa contra o Belenenses marcaram aos 90+4′ (!). Ainda podia dizer também que no  contra ao Nacional da Madeira marcar o golo da vitória aos 85′ (!). Para quem critica as vitórias à ‘rasquinha’, abusou um pouco

Por fim, falo sobre as notícias paralelas ao jogo Marítimo-Benfica. Acho graça todos os sportinguistas acharem um caso de polícia o facto dos presidentes terem almoçado juntos, depois de terem sido, imagine-se!, transportados no mesmo carro (onde é que já se viu uma coisas destas). E aquilo que se passou dentro de campo foi realmente como tudo tivesse sido acordado anteriormente. Renato Sanches foi expulso na primeira parte, depois de ter visto dois amarelos, um deles bastante forçado (Augusto Inácio, comentador afecto ao Sporting, na SIC Notícias é da mesma opinião) por ter simulado uma grande penalidade. Certamente que tudo isto faria parte do acordo para que houvesse mais adrenalina no jogo, ou então foi realmente tudo feito para facilitar a vitória do Benfica contra o Marítimo. Enfim… Na verdade, não vi nenhum sportinguista a dizer aquilo que realmente aconteceu: o Benfica a superar-se, a fazer um dos melhores jogos da época mesmo estando em desvantagem.

O mais engraçado é que, para os adeptos e dirigentes do Sporting, o almoço entre os presidentes do Benfica e do Marítimo é  um autentico crime público (… e descarado), mas o “jogo da mala” (diz-se que o Sporting andou a oferecer € 250 mil à equipa que conseguir tirar pontos ao Benfica) é completamente normal. E este facto não é o diz que disse. O respeitado professor Nelo Vingada remeteu-se ao silêncio quando no final do jogo contra o Benfica foi abordado sobre o assunto.

No final das contas vamos ver que além de conquistar o tricampeonato, o Benfica vai ainda conquistar a Taça da Liga, um troféu desprezado por tantos.


ohomemdecaxemira

 

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